
Pode ser difícil acreditar que depois de três décadas mandando ver – 65 milhões de discos vendidos e centenas de shows lotados – o Def Leppard não tenha lançado um disco ao vivo até esse ano.
Tal como os membros da banda o põem, ‘Mirrorball: Live and More’ surgiu sem muito planejamento, e deve sua existência, pelo menos parcialmente, a eles saírem de sua antiga gravadora, o que o grupo acha que pode desencadear um novo surto criativo.
A compilação de três discos traz gravações ao vivo dos maiores sucessos do Def Leppard, tais como ‘Pour Some Sugar On Me’, ‘Rock of Ages’, e ‘Photograph’. Há três faixas novas, incluindo o hino ‘Kings of the World’, e um DVD de bastidores. Mas um disco ao vivo nunca esteve na lista de prioridades da banda.
“O foco da banda sempre esteve em compor e gravar músicas novas,” diz o guitarrista Vivian Campbell à agência de notícias Reuters. “Nunca nos pareceu apropriado fazer um disco ao vivo. Não era algo que nós sentássemos e pensássemos, ‘Vamos lançar um disco ao vivo em 2011. ’ Meio que rolou do nada.”
Ao invés de fazerem um show e gravá-lo, ou registrarem uma série de shows e escolher o melhor pro disco, Campbell e seus colegas de banda – o vocalista Joe Elliott, o guitarrista Phil Collen, o baixista Rick Savage e o baterista Rick Allen – escolheram as canções individualmente dentre apresentações separadas de modo que os fãs tivessem as melhores dentre as melhores.
“De certo modo, foi meio trapaça… mas nos deixou mais relaxados porque nós nunca pensávamos que estávamos gravando,” disse Campbell.
“Mirrorball” é o primeiro lançamento do Def Leppard na qualidade de artistas independentes depois de se verem sem uma gravadora pela primeira vez em 30 anos.
Campbell vê isso como um fator positivo, criativamente falando, porque deveria forçar a banda a lançar singles mais frequentemente para manter-se na crista das tendências na indústria fonográfica que coloca os artistas lançando canções individuais através de downloads.
“Eu de fato não vejo a finalidade de lançar um disco de 10 ou 12 faixas mais. É meio que colocar as mãos na massa, ser independente, mas é como a indústria é hoje. Eu de fato acredito que o formato álbum esteja morto”, ele disse.
E tal como muitas bandas nesses dias de vendas cadentes de CDs e menos dinheiro entrando, o Def Leppard está excursionando pela América do Norte para se conectar com seus fãs.
Além do disco, o fotógrafo Ross Halfin publicou ‘Def Leppard: The Definitive Visual History’, uma antologia de fotos cobrindo as três décadas de rock da banda.
A banda também é parte de ‘Rock The Cradle’, uma série que publica canções de ninar baseadas em clássicos do rock. ‘Dreamin With Def Leppard’ é uma compilação de 12 canções que traz tais versões de seus maiores sucessos como ‘Love Bites’ e ‘Animal’.
Recriar músicas de maneiras diferentes mostra aos ouvintes exatamente o que uma boa faixa é exatamente, disse Campbell.
“É interessante ouvir como as canções podem mutar e como elas podem ter roupagens diferentes. Eu acho que é a indicação de uma boa canção, se você pode recriar o estilo dela e fazê-la em um gênero diferente. Eu fico feliz em dizer que muitas canções do Def Leppard conseguem essa proeza.”




0 COMENTE AQUI:
Postar um comentário